Resolvido o Mistério do Orgasmo Feminino?

Ele era necessário para a reprodução? Ele pode ter ajudado a ovulação em um passado evolutivo, dizem os cientistas.

Segunda-feira, 1º de agosto, 2016 (Notícias HealthDay) – O orgasmo feminino – famosamente falsificado pela atriz Meg Ryan em “Harry e Sally – Feitos um para o outro” – pode ter suas verdadeiras raízes na evolução como um auxílio para a concepção, sugere nova pesquisa.

 

Em seus estudos, pesquisadores da Universidade de Yale observaram que, embora seja claro que o papel do orgasmo masculino é conseguir que o esperma atinja o óvulo, o papel do orgasmo feminino tem sido um mistério.

Não tem possui nenhuma função óbvia no sucesso da reprodução ou no número de crianças, assim os cientistas tem há muito tempo tentado determinar porquê as mulheres têm orgasmos, narrou uma equipe liderada pelo professor de ecologia e biologia evolutiva de Yale, Gunter Wagner.

Ele e a co-pesquisadora Mihaela Pavlicev, do Hospital Infantil de Cincinnati, estudaram outros mamíferos em busca de pistas sobre como o orgasmo feminino evoluiu. Eles observaram os mamíferos não-humanos e com foco em um reflexo específico que pertence aos orgasmos das mulheres – liberação dos hormônios prolactina e ocitocina.

Em muitos mamíferos, esse reflexo unido ao orgasmo desempenha um papel na ovulação – especificamente, ajudando a estimular a liberação de óvulos pelos ovários.

Apesar do fato dos mamíferos se diversificarem amplamente hoje, esta característica pode ter sido necessário para a ovulação em espécies que eram ancestrais para os seres humanos. “Este reflexo [ligada ao orgasmo] tornou-se supérfluo para a reprodução na evolução mais tarde, liberando [humanamente] o orgasmo feminino para papéis secundários”, segundo uma nota de imprensa  de Yale.

Os autores do estudo também observaram que o clitóris parece ter-se deslocado em posição anatômica ao longo da evolução – de modo que agora é menos provável de ser diretamente estimulado durante a relação sexual.

O estudo foi publicado 01 de agosto na revista JEZ- Evolução Molecular e do Desenvolvimento.

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